Catalão, Formosa e Piranhas: Mais de 6,6 mil famílias vivem sob risco de despejo em conflitos agrários em Goiás

Catalão, Formosa e Piranhas: Mais de 6,6 mil famílias vivem sob risco de despejo em conflitos agrários em Goiás

Força-tarefa tenta evitar reintegrações violentas e acelerar processos de desapropriação no estado

O cenário fundiário em Goiás acende um alerta: mais de 6,6 mil famílias podem perder suas moradias em áreas de conflito agrário devido à demora na resolução de processos. Atualmente, cerca de 60 acampamentos estão espalhados pelo estado, onde milhares de pessoas vivem sob a constante ameaça de despejo.

Diante da situação, representantes do Ministério Público de Goiás participaram de uma reunião em Brasília com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na última terça-feira (14). O objetivo é buscar alternativas que substituam reintegrações de posse por soluções negociadas, com cronogramas claros de desapropriação e assentamento.

A proposta é garantir segurança jurídica às famílias que já produzem no campo, evitando conflitos e episódios de violência.

Entre os casos considerados prioritários pela força-tarefa estão áreas localizadas nos municípios de Catalão, Formosa e Piranhas. No acampamento Oziel Alves, em Catalão, famílias ocupam a área desde 2017 e aguardam a definição dos prazos para desapropriação. Sem essa garantia, vivem sob risco constante de perder o que construíram ao longo de anos.

Já no acampamento Dom Tomás Balduíno, em Formosa, 218 famílias aguardam a conclusão do processo de desapropriação iniciado em 2025. Apesar dos avanços, a efetivação do assentamento ainda depende de recursos do governo federal.

Outro ponto crítico é a Fazenda Tucum, em Piranhas. Mesmo com negociação avançada para aquisição da área, entraves jurídicos como penhoras e irregularidades dominiais impedem a regularização, mantendo os trabalhadores em situação de incerteza.

Segundo o Ministério Público, a estratégia adotada é a chamada autocomposição, que busca mediar os conflitos por meio do diálogo. A intenção é assegurar indenização justa aos proprietários e, ao mesmo tempo, garantir o direito à terra para famílias de interesse social.

A meta é reduzir a tensão no campo e transformar ocupações irregulares em assentamentos legalizados e produtivos, evitando novos episódios de violência.


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