
Petrobras anuncia aumento de 19,2% no preço do gás encanado
Reajuste atinge distribuidoras e pode impactar consumidor final; gás de cozinha não entra na medida
A Petrobras anunciou um reajuste de 19,2% no preço do gás natural fornecido às distribuidoras, com vigência imediata em todo o país. A medida segue cláusulas contratuais que preveem atualizações trimestrais com base em indicadores internacionais do setor.
O aumento considera fatores como a valorização do petróleo tipo Brent, a variação cambial e o índice Henry Hub, utilizado como parâmetro global para o mercado de gás natural.
De acordo com a estatal, o reajuste foi influenciado principalmente pela alta de 24,3% no preço do Brent, impulsionada por tensões geopolíticas envolvendo países como Estados Unidos, Israel e Irã, além da redução de 14% na oferta de gás no período analisado. A valorização do real frente ao dólar, em 2,5%, ajudou a conter parte do impacto.
A Petrobras destacou que o aumento se aplica exclusivamente ao gás encanado e não afeta o gás de cozinha (GLP) vendido em botijões. A empresa também informou que, mesmo com o reajuste recente, o preço médio do gás natural acumula queda de cerca de 26% desde 2022.
O repasse ao consumidor final, no entanto, não é automático. Segundo a companhia, ele dependerá dos contratos firmados com cada distribuidora, bem como dos volumes consumidos.
Representantes do setor já esperavam o reajuste. A Abegás defende medidas para reduzir a dependência de fatores externos, argumentando que a produção nacional tem capacidade para atender à demanda interna.
A entidade também critica a ausência de incentivos mais amplos ao gás natural, apontando que outros combustíveis, considerados mais poluentes, vêm recebendo maior atenção em políticas públicas.
A Petrobras afirmou ainda que utiliza um sistema de média trimestral dos índices para reduzir oscilações bruscas nos contratos, além de oferecer incentivos para estimular o consumo e a eficiência no mercado.
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