De bolsas de luxo a reformas milionárias, mergulhe nos bastidores do poder e das extravagâncias que marcaram o cenário político em 2023.”
Ao subirem a rampa do Palácio do Planalto, Lula e Janja abandonaram a simplicidade da campanha. Na estreia nos Estados Unidos, a bolsa de R$21,4 mil da primeira-dama roubou os holofotes. Já inquilina do Alvorada, Janja ostentou uma camisa de quase R$2,6 mil na estreia na TV. A imprensa portuguesa apelidou-a de “Dona Esbanja” devido à sua ostentação.
Unanimidade na lacrolândia, o presidente Lula conquista ouro na modalidade “espeto de pau” por demitir boa parte das mulheres do primeiro escalão, enxotando duas ministras e a presidente da Caixa.
Nos aeroportos, o ainda ministro da Justiça Flávio Dino leva o troféu por ser o que mais voou nos jatinhos da FAB, 95 vezes. No próximo ano, Dino decola para o STF, mantendo a regalia.
Sempre alinhado ao Planalto e ao Supremo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), será lembrado por incomum coragem ao desengavetar projeto que limita poderes de ministros do STF.
Juscelino Filho (Comunicações) não escapou de escândalos, mas segurou-se na pasta, apesar do uso de jato da FAB para ir a leilão de cavalos, investigações sobre a irmã, e emendas suspeitas.
No exterior, a imprensa portuguesa apelidou Janja de “Dona Esbanja” devido à sua ostentação(Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
No início do governo, Janja revelou seu gosto nada modesto ao perambular por lojas de luxo em Portugal, ganhando o apelido de “esbanja”. Pagou mais de R$1 mil por uma gravata para Lula.
O chanceler de enfeite Mauro Vieira leva o prêmio pelo suporte prestado ao chanceler de fato Celso Amorim, com boa atuação como peça cenográfica.
Márcio França, conhecido como “micro-ministro”, ganha a mini medalha por aceitar a troca do Ministério de Portos e Aeroportos pelo Micro e Pequenas Empresas, sem orçamento.
Com viaturas zeradas
Com viaturas zeradas, armamento de ponta e homens de sobra, a Força Nacional de Flavio Dino, imóvel durante o 8 de janeiro e sem nenhuma prisão durante intervenção no DF, leva o caneco.
Em 2001, no Congresso Internacional de La Sinistra em Pesaro, Itália, Ciro Gomes entregou a Roberto Freire um discurso de Mangabeira Unger desancando Lula. Freire recusou, chamando-o de radicalismo imbecil.
Ana Moser leva a melhor na categoria por não receber sequer uma linha de agradecimento pelos serviços prestados enquanto ministra dos Esportes. Foi rifada por Lula para acomodar André Fufuca, do PP.
Elizeta Ramos leva a medalha após, interina como procuradora-geral da República, reajustar em 25% o auxílio-moradia dos procuradores, que poderão receber até R$10 mil pela regalia.
Dias Toffoli, ministro do STF, faz inveja até nos melhores goleiros ao assinar decisões que favorecem os irmãos Joesley e Wesley Batista, suspendendo multa de R$10,3 bilhões.
A vexatória CPI das Americanas garantiu ao deputado e relator Carlos Chiodini (MDB-SC) a “honraria” de não dar em nada, reforçando a crença popular de que nada acontece com endinheirados.
Sérgio Moro critica o pacote de maldades de Fernando Haddad, dizendo que “ofende o contribuinte e o Congresso”.
O prêmio de maior loroteiro do ano é dividido entre Marina Silva, pelas falas dos 120 milhões de famintos no Brasil, e Lula, pela repetição insistente da ladainha da caneta.
Zé Neto (BA) e Paulo Paim (RS), petistas, votaram para derrubar o veto do chefe no caso da desoneração da folha, indo contra o partido.
Os caprichos de Janja e Lula garantiram mais uma premiação. O casal gastou quase R$27 milhões em reformas e compras para os palácios presidenciais. Em janeiro, Janja liderou reforma no Alvorada.
O Supremo Tribunal Federal exercitou a criatividade em 2023, com reinterpretações criativas de leis, prisões em massa, acordos anulados, multas suspensas, entre outras decisões inovadoras.
A carteirada do ano é da ex-presidente Dilma Rousseff, que conseguiu um lugar generoso no banco dos BRICS, sendo flagrada em classe de luxo durante voo e alegando ser “presidenta de banco“.











