
Quatro faculdades de medicina em Goiás sofrem restrições após avaliação federal
Medida do MEC atinge instituições com baixo desempenho e limita entrada de novos alunos
Goiânia — O Ministério da Educação (MEC) determinou restrições ao ingresso de novos estudantes em quatro faculdades de medicina de Goiás após resultados considerados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). As medidas fazem parte de um processo nacional de supervisão que busca garantir a qualidade da formação médica no país.
A punição mais severa foi aplicada ao Centro Universitário Alfredo Nasser (Unifan), em Aparecida de Goiânia, que está proibido de matricular novos alunos. A instituição recebeu nota 1 — a mais baixa em uma escala de 1 a 5 — e apresentou desempenho insuficiente entre seus concluintes.
Outras duas instituições, o Centro Universitário de Goiatuba (Unicerrado) e a Faculdade Zarns, em Itumbiara, também foram avaliadas com nota 1, mas sofreram sanção intermediária: redução de 50% no número de vagas ofertadas.
Já a Faculdade Morgana Potrich (Famp), em Mineiros, obteve nota 2 e teve a oferta de novos alunos limitada em 25%.
Avaliação nacional e impacto
Segundo o MEC, ao todo 53 faculdades privadas de medicina em todo o país foram penalizadas com algum tipo de restrição. Além da limitação de vagas, as instituições também ficam impedidas de aderir a programas federais, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e de ampliar o número de vagas existentes.
As medidas são baseadas no desempenho dos estudantes no Enamed, que considera tanto a nota geral do curso quanto o percentual de alunos com desempenho considerado adequado.
Destaques positivos
Apesar das punições, algumas instituições goianas apresentaram bons resultados. Cursos da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Estadual de Goiás (UEG), UniEvangélica, Universidade Federal de Catalão (UFCAT) e Universidade Federal de Jataí (UFJ) alcançaram nota 4 na avaliação.
Nenhuma instituição do estado, no entanto, obteve a nota máxima.
Supervisão e qualidade
De acordo com o MEC, as portarias publicadas representam o início de um processo de acompanhamento mais rigoroso dessas faculdades. A intenção é assegurar padrões mínimos de qualidade na formação médica, diante da expansão de cursos no país nos últimos anos.
Especialistas em educação apontam que medidas como essa são essenciais para evitar a formação de profissionais sem a qualificação adequada, o que pode impactar diretamente o sistema de saúde e a segurança dos pacientes.
As instituições penalizadas poderão apresentar planos de melhoria e serão reavaliadas nos próximos ciclos de avaliação.












